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| Textos e Crônicas |
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| 24 textos |
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| Em 11/03/2010 |
PERDAS E DANOS
Título de um filme, um dos melhores que já vi. Nele, está uma frase digna de destaque “Tenha receio das pessoas que já sofreram, elas sabem que sobreviverão”.
Quem já perdeu um amor, um ente querido, - dramas da vida -, sabe do que estou falando. Dimensão dos danos? Só o tempo vai mostrar. Só o tempo vai concretizar sem medos e receios as seqüelas que surgirão. A essas perdas, toma-se consciência o quão impotente é o ser humano. Com o passar dos anos, entende-se que se sobrevive às dores e aprende-se a conviver com a saudade.
Mas, existem outros tipos de dores que causam perdas e danos, são as injustiças e as cruezas em alguns momentos da vida. A perda de um emprego, a perda de um sonho afetivo ou profissional, a perda de uma amizade. Tem-se que, aprender a desviar das armadilhas provocadas por terceiros, a identificar pessoas que mantém o sadismo disfarçado de brincadeira, pessoas que só conseguem ter jogo de cintura quebrando a cintura do outro, a encarar a hipocrisia e acima de tudo a não se deixar contagiar por elas. Aprender a delimitá-las. Tarefa fácil? Não! É necessário dedicação, reflexão, muitas horas de insônia, muitos dias em alerta máximo. Exagero? Tenha a certeza que não. Precisa de pulso e batendo forte. É preciso garra, determinação e muita recordação. Haja disposição para tocar no mais profundo dos sentimentos e lembranças, tem que pedir permissão a você mesma. As dores têm cheiro, tem sabor, tem cenário, tem sons. É trazer de volta todos esses sentidos. É reviver e se perguntar... Onde, como quando foi desviado o olhar de si mesmo?
Dói, machuca, sofre tudo novamente, mas aprende-se que em algum momento foi dada a permissão, foi dado um poder a alguém capaz de interferir em sua vida causando-lhe muitas perdas e muitos danos.
Quando se chega a esse entendimento, é nesse momento que se aprende a conviver com os prováveis algozes. Lei da preservação. Aprende-se a desviar das armadilhas, a prestar mais atenção às pessoas, aos feitos no presente e passado e imaginar o futuro. Prestar atenção aos sinais que são dados. E quando a luz amarela acender é hora de pisar no freio e evitar as perdas e danos.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em 11 março 2010.
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| Em 11/03/2010 |
SOFRER POR AMOR
Quem nunca sofreu por amor? Não conheço uma pessoa sequer que nunca tenha sofrido por amor. Mas, claro, não conheço tudo, portanto se conhecerem alguém me apresentem.
“Minha vida acabou”. “Como vou acordar amanhã?”. “Não sei viver sem ele”. “Vou me matar” e por aí vai, e como vai. Enfim, essas e outras tantas expressões que vem da alma, do coração são ditas, repetidas com convicção, que de fato, tudo isso é verdade. E ai de quem disser que não é. Sofre-se sempre, desespera-se sempre. Uma, duas, três, dez vezes. A cada encontro que gera desencontros de almas vem tudo novamente. A lembrança do cheiro, a lembrança da pele, do sorriso, do andar e do olhar. Já repararam que nessas horas só se lembra do que é bom? Faz parte do pacote. Afinal, se é para sofrer, tem que sofrer intensamente. E tem mesmo. Só assim consegue-se dizimar a dor depois que o tempo vai passando. Acreditem o tempo também precisa de tempo. E vivenciar o luto dessa perda é imperativo. Mas, tem que ter data limite. Sensação de frustração, sentir-se um lixo, tudo isso vem agregado quando se perde um grande amor e toda perda gera um luto e defendo que ele tem que ser vivido em toda a sua plenitude, em toda a sua intensidade. Nesses momentos, vale tudo, chorar, descabelar-se, deixar de fazer as unhas, retocar o cabelo (se você já tem mais de 40). Para melhor transcender, e ajudar a fazer uma catarse é preciso procurar a melhor amiga, desabafar, pedir conselho, colocar pra fora as angústias e sensação de desamparo.
Lembra daquele amor da adolescência que acabou com você? Ah, aposto que sim. Mas, quantos amores vieram depois e quantos deles você se desesperou depois que ele te deu o fora? Importante lembrar que todos estão no passado e que as fotos de outrora já foram parar no “arquivo morto”. Você sobreviveu! Você já nem se lembrava deles. Lembrou agora que fiz você se lembrar. Mas porque será que se sofre tanto por alguém que não te quer mais? É simples, porque é difícil aceitar que alguém possa dispensar o nosso amor.
Inúmeras mulheres, ricas, pobres, famosas ou não, escandalosamente lindas ou não, já sofreram, sofrem e ainda sofrerão por amor. Sofrer por amor significa que você viveu um grande e lindo amor e que deu certo, muito certo até o dia em que ele se tornou finito.
Encerro deixando pra vocês essa bela frase de Carlos Drummond de Andrade “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”. Opta-se ou não em prolongar o sofrimento.
Texto: Denise Magnavita. Atualizado em 10 março 2010.
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| Em 11/03/2010 |
OS ANOS PASSAM E A IDADE AVANÇA
Minha família, meus amigos e quem ouve meu programa de rádio*, sabem do respeito, amor, gratidão, reconhecimento, dedicação que tenho aos meus pais e a saudade que tenho dos meus avós paternos, principalmente da minha avó Ana Alice que foi, é e sempre será motivo de emoção em minhas mais profundas e tocantes lembranças.
Diante da minha perplexidade e inquietude em presenciar o tratamento que a maioria dos filhos adultos e netos destinam aos seus pais e avós, resolvi então, fazer uma lista de dicas para as Vovós, entendam Vovôs também - muito embora todos os itens estejam dirigidos a VOVÓ - com um desejo obstinado que nenhum de vocês ao lerem o que se segue abaixo se identifique com um único item.
VOVÓS....
Não tenham a impetuosidade e petulância de pegar um cardápio. Vão tomar da sua mão imediatamente.
Não se atrevam a pedir o seu prato preferido no Restaurante. Vão escolher pra vocês o que acharem que vocês deve comer naquele dia e horário. Degustem como se fosse um manjar dos Deuses.
Estejam sempre dispostas. Mantenham o humor e o brilho nos olhos. Olhos opacos pelo tempo e pelo cristalino já comprometido, gera repugnância aos mais jovens. Compre colírio, derrame sabão, mas os deixe com brilho.
Se estiverem viajando com a família (filhos, netos e agregados) encarem aquele sofazinho cama que reservarão pra vocês num cantinho do quarto como uma cama king size. Não esbocem nenhum descontentamento senão fatalmente será a última vez que vocês viajarão com eles.
Nem pensem em escolher um passeio que lhes agrade e que as juntas suportem. Vocês não terão sucesso na escolha. Permaneçam pacientemente no Hotel e sozinhas esperando que algum deles – aqueles filhinhos e netinhos – lembrem-se que vocês estão lá. E quando chegarem estejam lindas e sorridentes manifestando com veemência que o dia foi esplendoroso.
Não tenham a pretensão de sentarem-se no Banco da frente do carro. Limitem-se a serem atiradas no Banco de trás e agradeçam a ajuda que darão – os jovens - ao puxarem as perninhas. Mas atenção!!!! Sejam rápidas nessa manobra.
Se sentirem alguma dorzinha. Fiquem quietas. Não gemam e principalmente nem pensem em gritar. Eles, os jovens, ficarão bravos com o susto que tomarão devido ao grito ou gemido. Não por vocês Vovós, mas pela sensibilidade dos ouvidos deles.
Osteoporose? O que é isso? Aprendam a banir essa palavra do vocabulário de vocês.
Se tiverem receio de ficarem sozinhas, não falem. Vocês Vovós, correrão um grande risco de permanecerem em suas casas por tempo indeterminado e prazo indefinido de alguém que lhes faça uma visita. Vovó dependente é Vovó estorvo.
Aprendam a disfarçar a lentidão dos gestos. De preferência fiquem imóveis para não chamarem a atenção e terem o desprazer de ver os mais jovens – filhinhos, netinhos e agregados torcendo a boca com impaciência.
Conversem com o estômago. Nada de ter fome antes das 14 horas. Isso é coisa de velho e os seus jovens acabaram de tomar café às 11 horas. É preferível desmaiar e ao despertar dizer que estava dormindo devido a uma insônia a correrem o risco de vocês só serem chamadas para um outro almoço no dia das Mães.
Suas recordações, lembranças, histórias, seus ensinamentos, cronometrem para que cada episódio tenha apenas 01 minuto. Se durar um minuto e meio de nada adiantará, pois eles só ouvirão os primeiros 30 segundos.
Preparem-se para festejar seu aniversário. Fatalmente Vovós, vocês ficarão sentadinhas, ganhando um beijinho e um abraço na chegada de cada um deles e depois de meia hora que todos já tiverem chegado vocês e o vaso no canto da sala terão a mesma importância.
Andem sempre perfumadas, joguem vidros de perfume em cima de vocês Vovós. Ao contrário daquele seu neto que chega sempre fedendo e suado e todos acham que é TIPO vocês serão tachadas de fedorentas e entrarão para a estatística cruel e deliberadamente injusta de que todo velho fede.
Evitem dar opiniões, participar de conversas. Sua voz já fininha pelo tempo e que outrora suas cordas vocais, educaram, ensinaram, instruíram esses mesmos jovens – filhinhos, netinhos e agregados - será motivo de observações grosseiras como FALE MAIS ALTO! PÁRE DE FALAR PRA DENTRO. E antes que vocês Vovós terminem a antepenúltima palavra ninguém mais estará prestando a atenção.
Suportem pacientemente as conversas débeis e chatas. E se possível não esqueçam de dar risada e acharem engraçadas as asneiras que estejam ouvindo. Desse jeito vocês serão eventualmente convidadas a darem um passeio.
No Natal, não reclamem da quantidade de talcos e sabonetes que lhe darão. Juntem com os que já ganharam no último aniversário. Mas não reclamem! Digam que estavam precisando.
Quando se lembrarem de lhe fazer uma visita lembrem antecipadamente que não durará 10 minutos. Se ultrapassar tenha a certeza que estão fazendo horário para o próximo compromisso. Mas, não reclamem! Agradeçam pela deferência da visitinha.
Poderia listar mais, muito mais. Mas, limito-me até aqui na esperança que vocês que leram não colaboram para a RESIGNAÇÃO de seus pais e avós. E, se o fazem, comecem a fazer uma nova história com eles, lembrando-se que provavelmente o que é dado e destinado a eles está servindo de exemplo para o futuro de vocês o que inevitavelmente vocês receberão quando tiverem seus filhos adultos e seus netos. Incontestavelmente, os anos passam e a idade avança.
* Programa Cá Entre Nós, na Itaparica FM na cidade de Salvador/Ba, das 13 as 14 horas. Para ouvir basta acessar www.itaparicafm.com.br
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em 06 janeiro 2009
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| Em 11/03/2010 |
A CENSURA DA ALMA
Indiscutivelmente e lamentavelmente o abuso de poder interfere, fere, machuca a vida de tantos que precisam aceitar as injustiças e o desprezo.
Todos os dias sem exceção, me deparo com pessoas que são alijadas, colocadas de lado e impossibilitadas de produzir conforme sua capacidade e habilidade profissional.
A cada dia que passa, fico mais e mais indignada, sentindo-me impotente diante de tamanha crueza em cima dos mais frágeis e dependentes do humor, da visão míope daqueles que possuem a caneta nas mãos.
Meu grito interno, que se torna surdo dilacera a minha alma ao verificar que a aqueles que sucumbem as injustiças imperativas dos mal fadados gestores, experimentam a censura da alma, o sabor indigesto da necessidade do prato de comida à mesa.
Vozes que se calam, olhos que brilham por desespero, corações que batem em descompasso pela angústia, cabeças que há muito não se pré-ocupam e se ocupam em encontrar coragem para serem fiéis a si mesmos.
Vidas que são ditadas pela insensatez e atitudes insanas, mudadas e dificultadas gerando reposicionamentos sociais, financeiros resultando em vítimas alquebradas pela dor e frustração de permanecerem censurados.
Famílias que se desdobram para alimentar a esperança de melhores dias com o cansaço eminente, tentando desesperadamente olhar para seus filhos e policiar o desespero da incerteza que percorre em suas veias e artérias do seu corpo.
Agonizando, essas pessoas censuradas na alma, dedicam-se dia após dia a exercerem suas capacidades de equilibrar-se nessa ditadura instaurada nas empresas de viverem por um fio.
Disseram-me que a agente é o que a gente sente. Provavelmente e infelizmente e lamentavelmente, no mundo de hoje, a GENTE TEM QUE SER O QUE QUEREM QUE A GENTE SEJA.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 10-Nov-2008 )
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| Em 11/03/2010 |
ELE
Viver o intenso
Viver o sublime
Viver o todo.
Viver o inusitado
Viver o inesperado
Viver o momento
Viver os planos
Viver o futuro
Viver a esperança
Viver o desejo
Viver o prazer
Viver a entrega
Viver a certeza
Viver a verdade
Viver a plenitude
Viver a emoção
Viver a sensação
Viver os sentimentos
Viver a partida
Viver a saudade
Viver a volta
Viver a liberdade
Viver a unidade
Viver a fusão
Viver o brilho
Viver o sabor
Viver o toque
Viver...
Viver...
Viver o AMOR.
Texto: Denise Magnavita 08/09/2008
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| Em 11/03/2010 |
QUEM INVENTOU ESSA?
Recém nascido, criança, pré-adolescente, adolescente, adulto, coroa, idosos e agora... “MELHOR IDADE”. Todas as vezes que ouço essa expressão lembro-me do gú gú dá dá.
Recentemente assisti a um Globo Repórter com pessoas idosas. Uma abordagem brilhante com pessoas acima dos 60 anos vivendo a vida em sua plenitude interna sobrepujando as dificuldades de uma máquina já com sinais de menos força. Eu disse força e não disposição.
A essas pessoas e a tantas que se viram e foram incentivadas sem “empurro terapia” para uma visão de mundo e de vida foi dado o devido respeito merecido a qualquer ser humano que tem a felicidade de ultrapassar os 60 anos com uma alegria de vida e de planos de causar inveja a qualquer adolescente. Pessoas que agem com determinação driblando o ranger das articulações. Pessoas que de fato assinaram um contrato divino de uma coisinha chamada de livre –arbítrio.
O poder da escolha de viver a vida em todas as idades, em todos os momentos, em todos os instantes com a certeza de estar vivo, vivenciando e vivendo com o que se tem de melhor para dar e receber. Fazendo uma diferença positiva na vida das pessoas. Assim como os ciganos, os europeus reverenciam os idosos nós brasileiros deveríamos fazer o mesmo. Não, ao contrário disso vejo pessoas abrirem a boca com muito entusiasmo para dizerem que somos um país de jovens. Ou seja, exterminaram os adultos e os idosos do nosso país. Somos o que falamos então é assim que alguns exteriorizam sua aversão aos idosos esquecendo-se que se não morrerem jovens fatalmente ficarão idosos e com certeza absoluta odiarão serem identificados com o segmento da MELHOR IDADE.
Estereótipos, rótulos de um mau gosto irretocável. Àqueles que hoje enaltecem, bradam o estereótipo da “MELHOR IDADE”, o meu desejo pelos anos vindouros que com muita rapidez poderão designar a si mesmos como fazendo parte do segmento da “MELHOR IDADE”. Garanto que chegarão a minha pergunta de QUEM INVENTOU ESSA? Como espero ficar idosa, bem idosa, se descobrirem me avise. Senão prefiro a volta do gú gú dá dá.
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em ( 08-Jul-2008 )
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| Em 11/03/2010 |
VOCÊ É O QUE VOCÊ SENTE?
Torna-se cada dia mais difícil descontrair no dia a dia. Vítimas de si mesmas e do sistema que se vive, desde o momento que fecha a porta de casa e faz o caminho de volta. Nesse hiato, a maioria das pessoas se veste de personagens diante das incertezas do olhar dos outros.
Abatidos pela falta de sentimentos nobres das pessoas que cruzam o caminho de cada um. Inúmeras facetas se postam a sua frente, tornando-se cada dia mais difícil SER O QUE VOCÊ SENTE.
A quem interessa realmente o que você sente? A quem interessa as dificuldades que você possa estar passando? As angústias e incertezas que estão dentro de você? Onde está, quem um dia você confiou a sua alma e o seu coração? Onde está sua certeza daquele que um dia demonstrou ser um grande amigo e em 24 horas resolveu que não seria mais. Por quê? Você nunca saberá verdadeiramente a razão. Possivelmente ele encontrará justificativas suficientes para ter te abandonado, te descartado. Mais um personagem criado por você ou por ele mesmo dentro dos tantos existentes nele e que você insistia em não ver? Provavelmente aplaudido por você em várias situações por achar e entender que a um grande amigo cabem os erros e a busca das soluções para aliviar a dor dele.
Aprendi que, “um texto sem contexto, torna-se um pretexto”. E assim está a maioria das relações. Criam-se pretextos para tomadas de decisões sem pré-ocupações com o outro.
O que fazer? Deixar que a consciência de cada um fale alto. Não se permitir abarcar conceitos equivocados. Não deixar-se contaminar pelas ações dos menos favorecidos de alma e de PAZ INTERIOR. Olhe ao redor, ao seu entorno e identifique as pessoas que você pode e deve SER O QUE VOCÊ SENTE. Garanto que, elas estão aí. Quanto aos outros... Tem um sentimento que deve ser aflorado A INDIFERENÇA.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 07-Mai-2008 )
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| Em 11/03/2010 |
O RESTO QUE SE EXPLODA!!!!!!!!!!!!!!!
É assim mesmo que está a maioria das pessoas. Não presta mais a atenção no outro. Não se pré-ocupam do outro. A Selva Urbana tem sido o maior escudo para justificar as indiferenças. Primeiro EU, segundo EU, terceiro EU.
O NÓS, desapareceu.
Amizades de ontem, descartadas naturalmente. Momentos vividos com muita intensidade e cumplicidade esquecidas no acaso. Esse acaso, que os egoístas e individualistas encontram como proteção para esconderem suas fraquezas e covardias.
Desrespeito no dia a dia. Subam um elevador, qualquer um, verifiquem, quantas pessoas cumprimentam o/a Ascensorista? Verifiquem quantos entram e cumprimentam os que lá já estão. Observe que ao abrir a porta o atropelo na hora da saída. “Que se exploda, eu quero passar”.
Atropela-se tudo e a todos. Quem lembra que ao seu lado tem alguém que possui sentimento e emoção? Quem se lembra das pessoas que um dia foi importante em suas vidas e a indiferença dá lugar ao jogo de interesses. E o jogo da emoção? E o jogo do sentimento? Há muito, deixou de existir. Há muito, deixou de permear a vida da maioria.
Venha a nós e ao NOSSO, ops! MEU REINO! Pessoas se postam em seus tronos, assume em todos os lugares, em todas as situações a postura de reis. E os demais? Apenas séqüitos a espera de uma ordem, um comando como se fossem bichos afugentados que precisam “balançar o rabo” para manter-se como um equilibrista entre a dignidade e a sobrevivência. Entre a vontade de gritar ao “rei” que ele não passa de um pobre coitado que precisa pisar nas emoções dos outros, desqualificarem seus “súditos” para ele mesmo se convencer que o pseudo-poder está em suas mãos. CHEGA! BASTA! Enquanto existirem pessoas acuadas, intimidadas, com medo da vida e do novo, existirão pessoas em todos os lugares de prontidão para exercer seu pseudo-poder. Que aqueles que se acham no direito de BRINCAR com as pessoas estão conseguindo ao longo de sua vida um olhar de desprezo no recôndito dos olhos dos agredidos.
“Atiraste uma pedra no peito de quem só te fez tanto bem...” não é que é verdade? E para o atirador é um verdadeiro “Tô Nem Aí”. Melhor assim. Afinal ele, o atirador, precisa deitar a cabeça no travesseiro e driblar sua insônia. E é bom que durma. São algumas poucas horas fora de combate. A ferida causada pela pedra ela pode ou não ser cicatrizada, mas com certeza a dor é inevitável, mas que assim como tudo na vida, ela, a dor, passa. Mesclar essa dor enquanto ela latejar, significa passar por cima das emoções, dos sentimentos e continuar a “abanar o rabo” como uma forma de amenizar as justificativas do atirador. NÃO, NÃO E NÃO. Chega de passar a mão em cima da cabeça dos que machucam, dos que agridem, dos que erram, dos egoístas, dos individualistas, daqueles que acreditam que a vida tem que ser vivida a qualquer preço, na base “VALE TUDO” nem que para isso o trator esteja ligado para passar por cima das pessoas e ainda dar marcha à ré.
Encobrir as injustiças significa compactuar e dar o aval para ser agredido, para ser desqualificado, para ser machucado, para ser ferido, para ser maltratado, para ser descartável conforme a conveniência do “rei”. QUE REI???? Esse rótulo só existe para essas pessoas porque alguém ou muitos “alguéns” se pré-dispõe a ser agredido e “abanarem o rabo”.
SOLTEM A VOZ. GRITEM, LEMBREM, REPITAM que diante dos muitos “reis” com suas mentes destorcidas, inquietas, doentias existe VOCÊ com capacidade e inúmeros valores para fazer uma DIFERENÇA POSITIVA na vida e conjugar o NÓS SOMOS.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 09-Abr-2008 )
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| Em 11/03/2010 |
ÀS AMIGAS
O simples fato de estarmos juntas. Simples assim e ponto. É “Clube da Luluzinha” mesmo.
Quem tem amigas verdadeiras sabe do que estou falando. Celebrar encontros e reencontros com elas, beira o sublime. É a certeza, que se melhorar estraga. É a certeza em ter uma sombra para sempre se abrigar. É a certeza do amparo emocional e às vezes material. Sem pedidos, sem cobranças, sem receios. Tudo flui naturalmente e a cumplicidade e conhecimento interno de cada uma e para com cada uma se transforma num mundo aparentemente só delas. Um simples encontro dá vazão a uma extrema felicidade. Bem estar. Motivos para tanto? Todos. Qualquer coisa é válida. Qualquer coisa se encaixa. Às vezes, um simples olhar, um gesto, uma palavra desencadeia um estado de espírito só conseguido através da energia das nossas amigas. Quem disse que mulher é a classe mais desunida? Entre grandes amigas, não passa nada nem ninguém que possa magoar a outra, que possa ferir a outra, que possa gerar um desconforto a outra. E ai de quem tentar ferir uma das nossas. Se conseguirem então, é inimizade por resto da vida.
A união, a solidariedade, o desprendimento impera em tudo e em todos os momentos possíveis e quiçá impossíveis. Com nossas amigas, principalmente aquelas que nos acompanham há anos, que passaram por todas as etapas das nossas vidas temos em nossos corações e em nossas almas um certificado de conhecimento mútuo.
Quem tem melhor registro da nossa vida, do que aquelas amigas que nos acompanharam, vivenciaram todos os melhores e mais difíceis momentos da nossa vida. Que compactuaram de todas as nossas aventuras. Que driblaram o destino.
Os rumos e os roteiros que se seguem ao longo da vida de cada uma, são acatados sem julgamentos. Se precisarem de ajuda IMEDIATAMENTE a ajuda chega. Não importa como. Ela chega. Sem medir esforços o alento se antecipa. O afago, mesmo que distante se manifesta. A certeza do “ombro” amigo estar lá. A confiança de podermos SER o que ESTAMOS SENTINDO.
Manifesto o meu desejo a você que está lendo nesse momento esse texto e se em sua mente apareceu a imagem de sua ou suas verdadeiras amigas, saberá identificar e valorizar a importância de cada uma delas.
Às minhas verdadeiras amigas a minha reverência por todos os momentos que estão guardados para todo o sempre em minha memória. E a certeza que nesse “livro” da vida não existe a última página.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 26-Mar-2008 )
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| Em 11/03/2010 |
JURO QUE TENTEI!!!!!!
Prometi a mim mesma que não iria falar nada sobre o DIA INTERNACIONAL DA MULHER. Passados vários dias desde o dia 08 de março precisava dividir com vocês a minha indignação. Aí vai...
Devido às inúmeras matérias em todos os programas de televisão, rádio, jornal e por aí vai e continua indo onde quer que se tenha passado não se falou em outra coisa na primeira semana de março. E todo ano é a mesma abordagem, a mesma contextualização. Trazem de volta a lembrança das Operárias de uma Fábrica Têxtil em Nova York reivindicando uma menor jornada de trabalho disparando uma greve que ocasionou em mais de 100 mulheres queimadas devido a um incêndio. Passados 46 anos, isso mesmo, 46 anos, profissionais – liberais norte-americanas criaram uma Associação adivinhem para que? Reivindicar melhores condições de trabalho. Continua a tentativa... 05 anos após a criação da Associação e 51 anos depois do incêndio, isso mesmo 51 anos, na Fábrica Têxtil, mais de 10 mil mulheres saíram em passeata nas ruas de Nova York adivinhem para que? Reivindicarem o mesmo que as operárias da Fábrica Têxtil – lembrando há 51 anos antes – usaram como slogan “Pão e Rosas”. Pra que? O pão simbolizava a estabilidade econômica e a rosa uma melhor qualidade de vida.
Finalmente em 1910, ou seja, 53 anos após mais de 100 mulheres terem sido queimadas, FOMOS AGRACIADAS pelo nosso DIA INTERNACIONAL DA MULHER, em homenagem as operárias da Fábrica Têxtil.
Pergunto: Quem vocês conhecem que lembram com emoção dessas mais de 100 mulheres? Assim como eu, narramos os fatos para mostrarmos certo e diminuto conhecimento, que obviamente, nada tem a ver com a intenção e abordagem da enxurrada de programas e matérias IDÊNTICAS, IGUAIS, SEMELHANTES todos os anos. Passados 150 anos, não vocês não leram errado, 150 anos mesmo, um século e meio, do incêndio – reiterando - da Fábrica Têxtil em Nova York onde morreram mais de 100 mulheres, com exceção do voto o que mais as mulheres conseguiram DE FATO?
Infelizmente e ainda a maioria das mulheres:
Mas, já se caminhou bastante... Uma mulher já pode ter um estado civil divorciada e não ser discriminada pela sociedade. É verdade que às vezes elas são discriminadas pelas outras mulheres e pior, pelas suas até então “amiguinhas”. Uma mulher já pode sair à noite com outras amigas para jantar, MAS precisam fazer uma boa oração em casa para não encontrar um casal de amigos e o homem – o do casal – não se encarregar de colocar uma plaqueta imaginária de À DISPOSIÇÃO.
Quem sabe, daqui a mais um século e meio parem de “comemorar” o DIA INTERNACIONAL DA MULHER e nesse “meio tempo” a mulher não necessite de um dia especial no calendário. Que as futuras gerações não tenham que ouvir um “parabéns pelo dia de hoje” e fique como eu com cara de paisagem se perguntando “DE QUE”???????
Por tudo isso e mais uma série, deixo para vocês MULHERES uma frase de Eleanor Roosevelt “ninguém consegue fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento”.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 26-Mar-2008 )
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| Em 11/03/2010 |
NINGUÉM MERECE!
Tem certas coisas na vida que “NINGUÉM MERECE”. Gente que acaba de acordar com um ânimo avassalador. Equipe de Animação de Hotel. Dia 31 de dezembro. Praia dia de domingo ou feriado. Vamos ficar com esses por enquanto. Já está de bom tamanho!
BOM DIAAAAAAAAAAA...... é assim mesmo com vários “A” e reticências. Sabe aquelas pessoas que acordam como se fosse Guia Turístico (com todo o respeito a essa profissão). Imagine agora, aqueles que acordam necessitando de pelo menos 01 hora para ter certeza do seu nome sem precisar pegar a carteira de identidade, meia hora para que todos os sentidos estejam em perfeito equilíbrio e se depara com um BOM DIAAAAAAAAAA... É de enlouquecer. Tem coisa mais irritante do que ouvir de algumas pessoas que tanto faz dormirem 03 ou 08 horas que dá no mesmo? Para quem necessita de pelo menos 05 horas de sono, é como um punhal cravado no estômago.
EQUIPE DE ANIMAÇÃO. De Hotéis. Nossa!!!!!. O hóspede está lá à beira da piscina convicto que o mundo se resume a cadeira que ele está sentado, a piscina a sua frente que obviamente ele já puxou a cadeira para bem perto da borda para não ter trabalho de andar e de preferência que role diretamente na água e fique boiando. Eis que eles, o Grupo de Animação – o nome por si só já dá tremedeira – vem se aproximando. O hóspede ACHA que se não olhar para eles ficará invisível. Não fica! Começa aquele momento entre a culpa de se sentir o maior dos preguiçosos e a incredulidade de ter sido descoberto. Começa a tentativa incansável, sim, eles são orientados para isso, de fazer você se sentir uma Hiena se não for fazer as atividades. A coisa é tão bem feita que se estende até o quarto quando o hóspede se olha no espelho e jura que no dia seguinte fará todas elas. Já desce para o jantar e vai buscar a lista de atividades do dia seguinte. E a primeira, acreditem, começa às 7 da manhã.
DIA 31 DE DEZEMBRO! Não importa o ano. Todos são iguais nesse dia. Chega meia noite. VIRADA DO ANO. Quem já observou os minutos em que se inicia a contagem regressiva? Ninguém? Pois bem, observem no próximo 31 de dezembro. Sempre tem várias pessoas com sono, impacientes para que tudo aquilo acabe, casais disfarçando que cada um está prestes a comemorar quem sabe a sua tão esperada liberdade se livrando um do outro e de repente mais que de repente, todos sem exceção dão um salto, seguram seus cálices, e dá início a uma alegria que não se sabe de onde ela apareceu - numa fração de segundos -. Hora da contagem regressiva, vamos lá... De 10 a 01 todos gritam, pulam, se beijam, se abraçam, juram amor, promessas que sabem que não cumprirão e ouve-se o espocar dos fogos e do Champagne – não importa a marca ou quanto custou – o importante é comemorar. O QUE? O desconhecido? ANO NOVO VIDA NOVA! Mas quem é que garante que essa vida nova vai ser boa? N I N G U É M! Nem Mãe Diná. Mas mesmo assim, as comemorações, o espocar dos fogos e do Champagne, a alegria inesperada e exagerada estarão à disposição em todos os 31 de dezembro à meia noite. É só aguardar e observar.
PRAIA. DIA DE DOMINGO OU FERIADO. Oba!!! Vou relaxar!!! Você chega já meio tarde, afinal, pode-se dormir até a hora que quiser. Dia lindo, o astro Rei “sorrindo”, todos os apetrechos devidamente conferidos e arrumados e o desejo de dar um Tibum! (mergulho). Praia escolhida, barraca definida e uma multidão desponta a sua frente. Gente para todos os lados, de todos os jeitos, de todas as formas. Pulmões sendo exercitados implorando que um garçom venha até você e que uma mesa com cadeira - como que um milagre - esteja lhe esperando. Pronto. Todos bem posicionados. Vamos aos pedidos. Dos 03 que você pede, meia hora depois o garçom volta dizendo que dois já acabaram. Lembrar que nessa meia hora de espera, o SEU garçom passou por você trezentas vezes, e em todas elas você fez um sinal que se traduz em “cadê o meu pedido?” Pode observar, é uma linguagem universal de quem freqüenta uma praia dia de domingo. Ufa!!!! Vamos esfriar a cabeça. O Tibum! Eis que ao aproximar-se do mar, as baronesas vem te receber. A maré, é claro, está sempre cheia e num balé esquisito você TENTA dar um mergulho. Ou melhor, um “caldo”. Melhor voltar para a mesa e continuar tentando comer e beber alguma coisa. Hora de ir embora. A salvação para aplacar o calor é aquela “bela ducha” que as barracas disponibilizam. Mais meia hora na fila, sempre tem uma criança que resolve dar banho, é isso mesmo, dar banho em todos os 100 brinquedinhos que ela levou para a praia. Mas onde está a mãe dessa criança? Ao seu lado, achando liiiiiinnnnndddooo. Claro que a água vai ficando escassa e quando chega a sua vez o máximo que você consegue é tirar a areia de um dos dedinhos do pé. Finalmente você toma o caminho de casa, com a certeza que você acaba de ter um dia de cão. O culpado? “O sol forte que sempre deixa o corpo mole”. Quem sou eu para discordar.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 07-Mar-2008 )
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| Em 11/03/2010 |
SABOTAGEM DE SI MESMO
É próprio do ser humano estar sempre sonhando acordado que se resume em objetivos de vida. Pode ser material, profissional e/ou sentimental. Acontece que, muitas vezes, sublimam-se as possibilidades e passa a viver só de sonhos.
A determinação de ir em busca de seus objetivos muitas vezes são interrompidas por desânimos, paralisação diante da primeira dificuldade e um cansaço da vida em tentar. Mas, não podemos deixar de tentar sempre. Não têm outra fórmula para se atingir os objetivos e não se ver diante de uma sublimação das possibilidades.
O fato de sonhar (acordado), todos os dias impera uma realidade falsa com conotação de sabotagem de si mesmo. As evidências, na maioria das vezes posicionadas a nossa frente, desviamos nosso olhar ou vemos sem lente de aumento.
O fato de continuar apenas sonhando engana o próprio desejo e sabota a determinação.
Recentemente coloquei uma enquete nesse site voltada para os sonhos da maioria, com os seguintes resultados:
O que é mais importante pra você?
1) Ser bem sucedido na profissão 48%
2) Um grande amor 46,4%
3) Dinheiro 4,8%
Verifica-se numa simples enquete o que hoje é mais determinante para a maioria das pessoas. Ser bem sucedido na profissão e a chance de viver um grande amor. E O QUE FAZEMOS PARA OBTER? Obviamente que as impossibilidades existem e nem sempre depende de nós alcançarmos nossos sonhos. Mas, aqui estamos refletindo do que às vezes está ao nosso alcance, MAS continuamos apenas SONHANDO.
Quantas pessoas vocês conhecem que diante de uma grande promoção se intimidam e põem em dúvida se serão capazes ou não? Quantas pessoas vocês conhecem que se acomodam em suas funções e temem as mudanças? Quantas pessoas vocês conhecem que permanecem desatualizadas? Quantas pessoas vocês conhecem que continuam SONHANDO e nada fazem para atingir seus objetivos? Por inércia? Por preguiça? Por insegurança? Por medo? Por se acharem injustiçadas e se sabotarem diante da vida e das oportunidades? Por receio de um fracasso ou até por repetição de um outro?
Quantas pessoas vocês conhecem que SONHAM, SONHAM, SONHAM, em encontrar e vivenciar um grande amor? Nossa!!!! A maioria não é verdade? O que fazem para isso? Se colocam como auto-suficiente e ao mesmo tempo em que o coração implora as ações se encarregam de mandar embora? Quantos pares se dispõem que DESSA VEZ VAI SER DIFERENTE? A vontade existe, a necessidade também, mas, o receio de se envolver advém ao TENTAR.
Tudo na vida é uma sucessão de tentativas com um único objetivo TRANSFORMAR O SONHO EM REALIDADE. Dizem que, não importa a chegada e sim a caminhada. Parece lúdico e filosófico.
O ideal é que se tenha sempre a coragem, o destemor, a confiança de galgar a caminhada com a certeza da chegada e assim a obtenção dos objetivos, a concretização dos sonhos. SEM SABOTAR A SI MESMO.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 03-Mar-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
“CAÇA HIPÓCRITA"
O hipócrita está acima do bem e do mal e aponta os defeitos de todos não deixando transparecer o lado mal que tem dentro do deles.
Avançando mais um pouquinho e recorrendo ao dicionário verifica-se que HIPÓCRITA é: 1) Que tem ou que denota HIPOCRISIA. 2) Pessoa fingida.
Vamos avançar mais um pouco... Segundo o dicionário: HIPOCRISIA é 1) Afetação de virtudes ou sentimentos nobres, ausentes na pessoa. 2) Fingimento, falsidade.
Ufffaaa!!! Dá cansaço só de ver o significado. Exaustão quando imediatamente vem à mente a imagem de pessoas que conhecemos com essas características.
O hipócrita consegue ser hipócrita em todas as situações e com todas as pessoas. Eles são tão hipócritas que não pensam nem na possibilidade de estarem sendo desmascarados mesmo que silenciosamente pelos mais atentos dos não hipócritas. Hipócrita que é hipócrita é assim e fazem jus a sua qualidade de hipócrita.
O HIPÓCRITA NORMALMENTE:
Utiliza um tom de voz mansa; Tem um sorriso maroto; Mente e aumenta com muita naturalidade todo e qualquer fato; Desqualifica o outro enquanto se faz de melhor amigo; Se elogia alguém, pode esperar que imediatamente ele faça alusão a uma crítica desfavorável. Jamais enaltece um feito de alguém - com uma exceção - se ele, o hipócrita se colocar no feito bem feito; É ardiloso; Invejoso; Se faz de coitadinho se for conveniente e normalmente para ele sempre é conveniente; Morde e sopra com muita freqüência; É desumano; Aposta e torce por um insucesso do outro; Enaltece as fraquezas dos que estão perto; Identifica as inseguranças de suas vítimas e assim como no vampirismo persegue sua presa até sugar todo o seu sangue; Gera insegurança quando na verdade ele é o mais inseguro de todos; É multifacetado; Defende-se com freqüência diante de todo e qualquer questionamento e obviamente contextualiza de forma prolixa. Afinal o importante é engabelar, enganar, SER E TRANSPARECER O QUE NÃO É E NUNCA SERÁ.
Mas, assim como todo malandro às vezes se atrapalha. O hipócrita durante a sua vida, se depara com aqueles que farejam e identificam hipócritas e ele o hipócrita reconhece seu ANTÍDOTO que no dicionário é: CONTRAVENENO que vem a ser: medicamento que se opõe a ação de um veneno.
A presença do ANTÍDOTO incomoda o hipócrita e muito. Ele teme, mas não desiste de tentar aplicar suas “proezas” e facetas. O que o hipócrita não sabe é que assim como ele, esse ANTÍDOTO de hipócritas não se intimida nunca e sempre estará pronto para agir como um Caça Fantasmas ÔPSS!! Um Caça Hipócrita.
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em ( 29-Fev-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
JUNTE OS CACOS DE UM HOMEM E ELE NÃO FICA COM VOCÊ!
Mulher tem um radar em perfeito funcionamento para detectar homens com problema. Homem recém saído de um relacionamento ainda com “cacos de vidro”, homem deprimido, homem debilitado moralmente etc., etc., etc.
Está dada a largada para uma verdadeira maratona. Ela se aproxima dele e pior, do problema dele e em menos de 24 horas o tal problema dele passa a ser “nosso”.
Tem que ter preparo físico e emocional. Mas, qual é a mulher que pensa nisso? Respondo que só aquelas que ainda guardam as feridas desse ato. Mas voltando as “marinheira de primeira viagem”... Ela se lança como uma guerreira, munida de uma força que em nenhum momento ela se questiona se é suficiente para transformar o “dele” em “nosso”. O desejo de vestir a capa de mulher maravilha e de protetora, pesa mais do que o fato de ser difícil e as conseqüências desastrosas que fatalmente experimentarão. Afinal, a mulher quando nasce ganha uma boneca para acalentar e se esquece que o homem ganha uma bola.
Quando uma mulher pensa mais em “seu” homem do que nela mesma ela passa a ser descartável. É duro ouvir isso? Mas é a mais pura verdade. Ela deixa de viver a vida dela e passa a viver a vida do outro. Pior, a viver o problema do outro. Com o tempo, esse desafio já começa a deixar de ser “dele”, de ser “nosso” e passa a ser dela, única e exclusivamente dela. E ele? Passa a ser um expectador da maratona desenfreada diária, cansativa e sobrecarregada de resolver o problema que passou a ser dela. Ou seja, ela ajuda a materializar o problema e colocá-lo através de suas ações e de sua presença na frente dele. E o problema que ele tinha? Não está mais com ele. Ele passa a ter outro: ELA. E a partir desse momento o que ele menos quer é esse problema ao lado dele.
Razões:
Ela sempre será a lembrança daquele período ruim da vida dele que ele não quer lembrar; O fato dela ter sido tão dedicada só fará ele lembrar-se da mãe dele e nunca a verá como uma MULHER diante dele; A relação não se iniciou com uma paixão arrebatadora que uniu os dois e sim o movimento desesperador dela em salvar esse homem, que ela acha que será dela. Mas, ela acaba de salvá-lo para outras mulheres. Para ela, restará uma gratidão. Talvez, uma ENORME gratidão. Ela olha para ele com “todos os direitos adquiridos” sobre ele. MAS, para ela, ele olha como alguém que teve uma FUNÇÃO num dado momento da vida dele e que deve sair imediatamente de perto para ele RESPIRAR.
É cruel demais minhas amigas? Mas é assim que normalmente acontece.
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em ( 27-Fev-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
AMANTES
Todos os dias em meu programa no Rádio* ouço e recebo e-mails de casos e mais casos de pessoas que se tornam amantes. Prefiro dizer que “estão amantes”.
“Estar amante” é vislumbrar a vida com as cores do arco-íris. E isso, meus queridos tem data marcada para acabar. Nenhum relacionamento se mantém eternamente num estado de “estar amantes”. A rotina, implacável na vida de todos se manifesta e impera também para os AMANTES. Não conheço ninguém que acredite nisso quando se tornam amantes, ou melhor, quando estão amantes. Tem que pagar para ver! E às vezes, ou melhor, na maioria dos casos o preço é muito alto. E acreditem: para a mulher.
Dizem que o homem só precisa de uma mulher para trair e que as mulheres precisam de um motivo. Pensamento machista? Pode parecer. Mas, com coragem e determinação vocês mulheres perceberão que é verdade. Mulher bota emoção em tudo. Isso é um fato!
Podemos listar muitas causas que levam os homens a procurarem amantes e mulheres que se deixam achar. Dizem que as mulheres que escolhem seus parceiros. Nesse caso – dos amantes - tenho lá minhas dúvidas.
Ser amante é fácil, manter o “estar amante” é uma das tarefas mais complicadas e árduas que existe. Inevitavelmente, as mulheres, inicialmente, envolvidas pelo estado de encantamento e paixão se debruçam pela certeza de que o pouco que se destina a ela é o máximo (em escala) e uma certeza: vou fazer ele me amar e pior, vou fazer ele ficar comigo. As promessas do outro lado enriquecem o relacionamento e as “certezas” das mulheres. Começa o estágio de total paciência, tolerância, compreensão e por aí vai. O tempo vai passando e as necessidades e “direitos adquiridos” vão se instalando e pior, sendo repassado para O amante que começa a sua sábia tentativa de mantê-la (a mulher) cada vez com mais “certezas”.
Dizem eles (os que JAMAIS vão se separar de suas mulheres)
Você sabia que eu era casado Você sabe que não posso me separar agora. MAS ESTOU AJEITANDO TUDO. Você sabe que não posso ter o tempo disponível que você quer e necessita Há aqueles que adoecem as mulheres; que “não posso me separar agora por causa dos meus filhos”; “preciso organizar minha vida financeira para aí então me separar”; “não pode ser assim de uma hora para outra” – já pode ter passado meses, anos -, “eu falo que não a quero mais, mas ela não sai da minha vida” e por aí vai. A lista de desculpas numa escala de 0 a 10 chega a 09.
Homem que se apaixona pela amante se separa na hora. Homem só departamentaliza as duas relações quando não é conveniente separar do seu contexto oficial e aliado a isso não se apaixonou de verdade pelo contexto privado e se eles podem manter os dois, por que escolher um?
Homem não tem crise existencial. Eles conseguem depois de uma tarde magnífica, chegar em casa sorridente – é claro – e fazer juras de amor eterno a sua esposa. A mulher por outro lado, se é casada e tem um amante volta para casa cabisbaixa, arrasada de ter se despedido do “homem da sua vida”.
Homem tem habilidade para deixar a “porta” encostada, ele NUNCA bate a porta. Isso é coisa de mulher que gosta de deixar tudo definido e afinado por pior que seja para ela. A franqueza, a clareza faz parte do universo feminino. Homem na maioria das vezes lida com as subliminares e acreditem AS mulheres amantes sempre decodificam – como convém a elas, é claro. O pensamento desejoso é mais forte que a evidência.
Conheço mulheres que estão amantes há mais de 20 anos ainda a espera de sair do contexto privado e galgar o contexto oficial. E os sonhos monotemáticos? Andar de mãos dadas pelas ruas, projetar aquele Natal com a família toda reunida e fazer planos para as férias em conjunto.
Qual a diferença entre ser e estar amante?
Primeira etapa: doação total e absoluta dos dois. Um não consegue ficar sem ver o outro. O homem se disponibiliza dando nó em éter para estar perto da “amada” e futura mulher. A ela é destinado todo o seu humor, sua plenitude, leveza e antecipação de sonhos e desejos jamais pensados. Troca de telefonemas, torpedos, conversas pelo MSN.
Segunda etapa: Mais que de repente, o trabalho dele passa a exigir cada vez mais, as reuniões se tornam freqüentes não podendo naquele momento destinar meio segundo ao seu chamado por telefone, os torpedos vão ficando cada vez mais lacônicos e o MSN começa a ficar off line.
Terceira e última etapa: elas começam a mendigar atenção. De rainhas e princesas passam - aos olhos e sentimentos DELES - a serem cobradoras, grudentas, ameaçadoras, um perigo para o casamento deles, inconvenientes, problemáticas, neuróticas, e haja adjetivos, os mais elaborados. Resultado: viram esposas para eles. E se já há uma em casa para que outra na rua?
Alerta: se vocês mulheres se enxergaram nesse texto, hora de deixar de ser MULHER LANCHA.
*Meu programa é ao vivo de segunda a sexta na Itaparica Fm 91,3, em Salvador (Ba.)
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em ( 27-Fev-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
ACABOU! E AGORA?
Passamos uma boa parte da nossa vida buscando um grande amor. Buscando um companheiro e cúmplice que nos encante sempre, que nos valorize sempre, que nos faça rainha, que nos faça sentir a mais amada e a mais desejada. Segundo Danuza Leão: “as mulheres às vezes preferem ser desejadas a serem amadas”. E nós mulheres também sonhamos em fazer do nosso homem um rei e que seja amado e desejado por nós.
Com o tempo, essas coisas vão se diluindo e não se tem a noção exata de quando tudo começa a esvaecer. Numa crescente sem nos darmos conta, os “buracos” vão aparecendo, e numa tentativa desenfreada vamos passando dia após dia com a esperança que tudo volte a ser como antes. Mas, ao contrário disso, as evidências vão se acentuando.
O diálogo a cada dia mais escasso, o interesse pela vida do outro vai desaparecendo, o brilho antes dos olhos, dá lugar ao opaco, a gargalhada a dois deixa de existir, o beijo de boa noite a muito deixou de acontecer, um toque no acaso gera um afastamento imediato como uma coisa proibitiva e ameaçadora, o prazer nas pequenas coisas dão lugar a insatisfações e devaneios silenciosos, a vida de antes percorrida num único caminho se bifurca.
Hora de tomar uma decisão... Direita ou esquerda? Não dá para tirar par ou ímpar. Ficam os dois paralisados, vivendo num mesmo mundo com capacidade de viver cada um num mundo diferente num único lugar. A coerência dá lugar ao desejo desenfreado de concordar com Gil quando diz que “tem que morrer para germinar”. E os dias continuam passando, os meses vão se fechando, as estações vão mudando e inevitavelmente mais um Natal chegando. Mais um ano que se inicia. Olhamos para o céu, ouvimos o espocar dos fogos e pedimos ardentemente que nos traga de volta naquele homem que está a nossa frente o brilho dos olhos que há muito deixaram de nos fitar.
Onde, quando e por que tudo começou a se perder? Onde nos perdemos? Não existe um culpado. Existem dois. Ou dois inocentes que deixaram a vida perde-los um do outro. Sentimento de fracasso, de derrota, auto-estima baixa, fraqueza diante da vida e diante do sonho acalentado um dia.
Promessas de outrora, dão lugar a indiferenças de agora. Já disseram que: “a pior prisão é um coração fechado”.
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em ( 20-Fev-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
Vamos viajar! De AVIÃO!?!?!?
Como vocês já sabem, adoro Aeroporto – só até o vidro que me separa deles (os aviões). Quem já teve oportunidade de viajar comigo (de AVIÃO) já teve sua dosagem de liberação de adrenalina, muita adrenalina.
Tenho minhas vítimas, marido, filhos, amigas. Sempre que possível, escolho uma dessas vítimas para me acompanhar. O trabalho delas (das vítimas) começa antes de sair de casa. Afinal, sou literalmente arrastada para o AVIÃO.
Chega o dia da véspera da viagem. Se for uma amiga a ir comigo já a levo para minha casa para garantir que ela não fugirá e assim posso passar a noite dando uma olhada se, de fato ela ainda está lá. Hora de arrumar as malas. É no plural mesmo. Nesse momento já estou com meu botão de medo acionado e obviamente coerência nessa hora é pedir demais. Se vou para São Paulo, não importa se lá está com 10 graus. As roupinhas de verão vão se atirando nas malas juntamente com as roupas de lã e casacos que indicam que de lá vou para a Finlândia. Malas prontas! Nesse estágio ninguém se atreve a me perguntar quanto são 2 + 2 que fatalmente a resposta não será 4. Uma hora antes de me dirigir ao Aeroporto as mala ainda estão abertas. “Quem sabe ainda dá tempo de desistir?”. Chega finalmente a hora de fechá-las, alguém faz esse serviço para mim. É pedir demais que eu contribua para o que estar por vir.
Hora de sair de casa... Meu pescoço automaticamente vai para trás e assim ele fica até a chegada ao Aeroporto (estou inspecionando o céu para checar a cor das nuvens e se vai chover). Ninguém me interrompa nessa hora, não tenho espaço para falar nada. O céu é muito grande e preciso vasculhar até onde meus olhos alcancem. Chegamos ao Aeroporto. NOSSA SENHORA! MISERICÓRDIA! A minha vítima que, desde o dia anterior já está de posse de todos os meus documentos necessários para o embarque se dirige para providenciar tudo. Fico de longe observando as pessoas na fila para fazer o check in. Não é possível o que está diante dos meus olhos... Todos conversando, LEVES, só me resta ter a certeza que todos estão fingindo (me faz bem pensar assim).
Minha vítima, encarregada de me JOGAR naquele bicho (o AVIÃO) me dá o primeiro e cruel aviso...” É o nosso vôo. Vamos entrar”. Ela, a minha vítima, sabe que ainda não estou surda e que acabei de ouvir o chamado pelo som do Aeroporto. Aliás, desde que chego a cada blim blom miro para a porta e com lente de aumento. Vem o segundo aviso do Aeroporto e da minha vítima. Ainda estou na esperança que alguma coisa dê errado e eu não precise entrar naquele bicho (o AVIÃO). Terceiro e último aviso... CHEGADA A HORA. Lá vou eu!
Descobri porque os Aeroportos a cada dia ficam maiores no local do embarque, é para dar tempo de eu desistir e voltar correndo. Me deparo com o número do meu Portão de embarque. Meus companheiros de vôo já estão postados em pé esperando o Portão abrir, não entendo para que tanta pressa. Lanço meus olhos como um radar para a primeira cadeira vazia que vejo (meus pescoço já voltou à posição normal), e me sento. SOU SEMPRE A ÚLTIMA A PASSAR PELO PORTÃO e minha vítima obviamente que a esta altura minhas unhas já estão cravadas nela. Em meio segundo, meus pés já estão naquele tunelzinho (finger). Descobri também que isso foi inventado para ninguém ver a Aeronave. Mas eu consigo!
Como sou uma apaixonada pela TAM, só viajo por ela e enquanto meus pés se arrastam pelo tunelzinho (finger), já estou à procura de minha próxima e fiel vítima O COMANDANTE. Sempre agradeço ao Sr. Rolim essa idéia de ser recepcionada por ele, O COMANDANTE. Dirijo-me a ele, já vejo seu nome no crachá e me posto diante dele para saber algumas coisas: “É o senhor quem vai me levar?”, “Está vendo aquela parte azul do céu? Vá por ali para não balançar”. “Morro de medo de turbulência”. ACREDITEM, eles, os Comandantes da TAM, são MARAVILHOSOS, vocês acreditam que eles não demonstram hora nenhuma que estão diante de uma... (é melhor deixar para vocês adjetivarem). Vocês devem estar se perguntando: e a vítima que eu trouxe de casa? Há alguns passos distantes de mim, é claro!
Entramos finalmente no avião. Deparo-me com as comissárias, sorridentes, impecavelmente vestidas, escolho mais uma vítima e PÁRO diante dela e me preparo para o restante do meu questionário “de onde vocês vieram teve turbulência?". “Vai ter turbulência?”, “estou no assento tal, você vai lá de vez em quando?”, “morro de medo de avião”! Pelo meu estado, é indispensável essa observação, mas não custa nada deixar claro. Afinal, num caso de emergência elas vão se lembrar de mim não é verdade?
Hora de sentar. Meu cinto é tão apertado que se duvidar sou capaz de ficar com eles em minhas mãos. Lá vou eu no BANCO DO MEIO, só me sento lá. Janela para mim é algo desnecessário e sem utilidade. Corredor, nem pensar, não têm ninguém para segurar se precisar de mais uma vítima. Olho fixo na porta. FECHOU. Motor ligado e começa a taxiar.
Chegamos à cabeceira da pista. Descobri também que a “paradinha” que eles dão não é para acelerar os motores é para dar tempo de eu gritar que quero descer. Começa a “comer pista” penso: porque não pode ser assim nessa velocidade até o meu destino. Tem que sair do chão? E SAI! Recomendo sempre a minha vítima que trago de casa que use manga comprida. Algumas não levam a sério a minha recomendação e nessa hora se arrependem de não ter me obedecido.
Dois tercinhos, um de madeira e um dourado no meu braço esquerdo, santinhos em minha mão (meu kit talismã para viagens de avião), Pai Nosso um atrás do outro, olhos fechados, e minha cabeça enterrada no ombro da minha vítima. Passamos pelas nuvens. Que alívio! Hora de abrir o olho e finca-lo no luminoso de apertar cinto. DESLIGARAM. Outro graças a Deus que dou. Perco a conta de quantos dou durante uma viagem de apenas duas horas. Mas devo dizer que meu cinto continua ARROCHADO.
E continua a viagem. Estabilizou o AVIÃO. Meu comandante – pra mim ele é meu - resolve falar. Sempre acho que é só comigo. Afinal me apresentei a ele na entrada do avião e tivemos um “diálogo muito profundo”. Só que, ele, meu Comandante, resolve me dizer que estamos a não sei quantos mil pés (aprendi que dividimos por 3 e então saberemos HÁ QUANTOS METROS DE ALTURA ESTAMOS), nos informa da velocidade (ASSUSTADORA). O que me interessa saber desses absurdos? Custava facilitar a minha vida e parar de me dizer esses dados? Fico aguardando ele fazer todas essas normas obrigatórias e então ouvir o que mais me interessa: que o nosso vôo será tranqüilo, que o tempo está ótimo e teremos uma excelente viagem. Agora com toda a sinceridade me respondam: Custava ele dizer: “oi Denise, ou melhor, oi Deni, está tudo bem fique tranqüila querida”.
Chega a hora que mais gosto. Procedimento de descida. GRAÇÁS A DEUS. Não adianta ninguém me dizer que é uma das horas mais perigosas da aviação. NÀO ADIANTA! Vou pilotando junto com o meu Comandante, acompanho tudo, ouço o trem de pouso descer (ai se meus ouvidos falharem nessa hora) quando vejo que ele está alinhando sei que já avistou a pista. Finalmente o avião pára. Meu cinto? Ainda está ARROCHADO. Devo ser a única (e minha vítima que está sentada ao meu lado) que permanece sentada até “a parada e desligamento dos motores da Aeronave”. Sigo direitinho as normas de segurança.
UFA!!!!!!!!!!! Que felicidade. Tiro com dificuldade o cinto, pois além de APERTAR com muita força, se possível ainda tento dar um nós (por segurança). Levanto-me, passo pelas minhas comissárias, elogio meu Comandante, agradeço a ele, só falto dar um beijo. E finalmente para minha alegria e principalmente deles saio do AVIÃO.
Como eu disse quem viaja comigo jamais esquece. Encontrei Fernandinho Passos, dono da Engenhonovo Propaganda, que teve o PRAZER de fazer um vôo comigo SSA/SÃO há alguns anos atrás e recentemente o AVISTEI no local de embarque. Quando ele me viu (ele já estava se escondendo de mim), gritou bem alto FIQUE LONGE DE MIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Com certeza fomos no mesmo vôo, eu vi ele entrando, mas eu juro que não consegui encontrá-lo. O que pode ter acontecido???????? Bem, estou pretendendo ir a Ilhéus, a são Paulo e aos Estados Unidos ainda no primeiro semestre deste ano. A vítima? Já tenho todas elas. Obviamente que elas ainda não sabem.
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em ( 18-Fev-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
Por que não tentar?
Quantas e quantas vezes somos surpreendidos por essa pergunta? Por amigos, companheiros e por nós mesmos?
Quem já teve o prazer de ver o filme Perfume de Mulher, vai lembrar-se de Al Pacino, interpretando um deficiente visual angustiado, sentindo-se derrotado, entregue a suas angústias e traumas. Mas o foco que quero abordar não e é esse da personalidade intrínseca dessa personagem. A vocês que assistiram a esse filme lembrem-se agora da cena em que ele convida uma linda moça num restaurante a dançar um tango. Lembraram? Para mim, uma das cenas mais memoráveis do cinema, magistralmente interpretada por Al Pacino. Todas as vezes que a vejo sinto as mesmas emoções. Uma mistura de sedução, suavidade, desafio diante da vida e das adversidades, instigante, tendo como pano de fundo uma belíssima música que é impossível não colocar no volume máximo – faço isso todas às vezes – numa tentativa de fazer parte do contexto que estou vendo.
Esse filme nos mostra que o impossível é possível, basta que queiramos. Que sejamos ousados e impetuosos, que tenhamos uma auto-estima alta quando necessário apesar das angústias e conflitos internos. Que a generosidade existe e que a troca de experiências deve existir. Que a vida é literalmente feita de momentos e que ela tem um começo um meio e um fim. Basta que saibamos definir como será a nossa caminhada.
Por que não tentar... Abraçar a vida como uma dádiva a cada dia que abrimos os nossos olhos? Por que não tentar tornar os nossos sonhos em realidade? Por que não tentar passar por cima das nossas inseguranças? Por que não tentar deixar de ter medo do ridículo? Por que não tentar mantermos a dignidade mesmo com aqueles que insistem em serem desleais conosco? Por que não tentar entender o que se passa com a vida dos que estão a nossa volta? Por que não tentar galgar cada vez mais os nossos objetivos? Por que não tentar pararmos de nos culparmos constantemente? Por que não tentar deixarmos de abrirmos mão da nossa felicidade em função dos outros? Por que não tentar abrilhantar a vida em todos os seus momentos? Por que não tentar deixar a melancolia de lado ao invés de nos afundarmos nela quando o pesar é imenso? Por que não tentar buscar a felicidade nas pequenas coisas? Por que não tentar estarmos mais próximos de quem amamos? Por que não tentar sermos leais com quem nos engrandece a vida? Por que não tentar sermos sempre companheiros e cúmplices de nossos amigos e companheiros? Por que não tentar deixarmos o egoísmo de lado e sermos mais solidários? Por que não tentar sermos mais altruístas? Por que não tentar agradecer a Deus todos os dias pelas bênçãos que recebemos por menores que sejam ou que desejamos? Por que não tentar fazermos uma diferença positiva na vida das pessoas? Por que não tentar deixar de ter medo de receber um NÃO? Por que não tentarmos ver o por do sol nem que seja de vez em quando? Por que não tentarmos observar e valorizar a grama verde, o florescer das arvores, o nascer do sol?
POR QUE NÃO TENTAR? Deixo a pergunta pra vocês se fazerem todos os dias, todos os momentos em que estiverem diante de uma aparente ou real impossibilidade na vida, com a certeza que “SE ERREI OU SE ACERTEI, FIZ A MINHA MANEIRA”. E PONTO FINAL!
Texto: Denise Magnavita
Atualizado em ( 18-Fev-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
Marque uma reunião com você mesma, imediatamente!
Estranho? Até você marcar a primeira, chegar impreterivelmente no horário e não tirar o foco do motivo da reunião: VOCÊ MESMA!
Dizem, e é verdade, que o tempo está passando mais depressa. Que as 24 horas de antigamente representam 16 hoje. Que alívio heim? Podemos em cima dessa descoberta, dar todas as desculpas para boicotarmos a nós mesmos.
Ave Maria! O ano está voando! Todos nós já ouvimos isso e dizemos essa frase com freqüência; quase que como um mantra, DIÁRIO. E assim vamos deixando de fazer uma série de coisas. E se você for daquelas pessoas que se preocupam mais com os outros do que com você mesma? Aí, às 16 horas viram 10. Supondo que você durma no máximo 05 horas, resta supostamente, 1 hora para se dividir em 1.000 para dar conta de tudo, e, SE SOBRAR alguns segundos vai lembrar de olhar para você. Li recentemente que quando você presta muita atenção nas lágrimas alheias você se esquece de chorar. Carlos Drummond de Andrade disse “que a vida passa feito um Avião Supersônico”. E não serei eu que irei discordar desse gênio da Literatura. Portanto, passei a reservar um tempo para mim.
Se você ainda não se deu conta de disso, MEIA VOLTA VOLVER. HORA DE MUDAR. Repito: marque uma reunião com você mesma. Escolha um dia, hora e lugar para estar com você. Eu tenho o meu; o AEROPORTO. Pelo menos uma vez por semana vou lá para minha “reunião”. Não, não é para viajar, não de avião. Viajo em meus pensamentos.
Descobri que o Aeroporto tem uma série de vantagens e vou listar algumas pra vocês:
1) Aberto 24 horas;
2) Pode levar horas tomando um único cafezinho que o dono do estabelecimento não vai ficar te olhando de cara feia;
3) Ninguém presta atenção em você, portanto você não será importunado;
4) Deu sono? Pode deitar-se num daqueles bancos que todos pensarão que seu vôo está atrasado. E se o seu vizinho estiver dormindo, quem sabe ele também não está em “reunião”?
5) Pode chorar que ninguém vai achar que você está com algum problema. Pensarão que você acabou de se despedir de alguém que partiu ou que você está partindo;
6) Pode usar seu Notebook à vontade e passar horas trabalhando ou jogando. Afinal, pensarão que seu avião ou a pessoa que você está esperando ainda não chegou;
7) Tem Farmácia 24 horas;
8) Pode ter o prazer de ver avião subir e descer. Vá me dizer que nunca fez isso e que não é sempre seduzido pelo ronco das turbinas? Eu confesso, ACHO UM DOS FENÔMENOS MAIS INTRIGANTES. Para mim, é mesmo um fenômeno;
9) Se quer ver pessoas alegres, eufóricas, vá par o local de Desembarque;
10) Se quiser emoção dirija-se para o Embarque. Lá você verá pessoas se despedindo chorando, abraços apertados, alguns com desejo que o tempo parasse ali, mãos que vão se soltando em slow motion até só as pontas dos dedos se tocarem, beijos ardentes e saudosos dos apaixonados. E uma frase dita por 99% dos que ficam: “quando chegar ligue logo”.
Tem mais coisas que o Aeroporto proporciona. Mas vou deixar para vocês descobrirem. Está aí, uma bela dica de um local para que você possa agendar UMA REUNIÃO COM VOCÊ MESMA. AINDA ESTA SEMANA. Quem sabe, se ao lado da minha mesa durante a minha “reunião” você não estará fazendo a sua?
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 16-Fev-2008 )
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| Em 10/03/2010 |
Ver e enxergar. Uma grande diferença!
Onde estão os profissionais que um dia, às vezes, num tempo não muito longínquo tiveram o seu espaço e satisfação profissional pelo reconhecimento satisfação pessoal de ter um trabalho? Eles estão aqui e agora, só que ninguém os vê. Ou melhor, tornam-se invisíveis aos olhos da maioria.
Deparo-me com vários, inúmeros deles. Em todos os lugares em várias situações. “Quem não tem competência não se estabelece”. Essa frase já deveria ter sido banida da mente das pessoas assim como o “até que a morte os separe nas cerimônias dos casamentos”. Aqueles de ontem e hoje ilustres desconhecidos vivem de recordações de um passado. Ainda sonham em um dia voltarem a ser valorizados não como póstumos, mas a espera, que alguém os ouça que lhes dêem uma oportunidade de mostrarem que eles não pararam no tempo. Apenas foram esquecidos! Apenas, foram atropelados pelo sentido equivocado – a meu ver – que os jovens são os quem tem motivação, disposição e criatividade.
Aquele que um dia a sociedade o consagrou como um vencedor uma fonte de referência essa mesma sociedade e o mercado profissional se encarregam de torná-lo um perdedor. “A BOLA DA VEZ”. Quem, nos últimos tempos não ouve isso com freqüência? E acreditem... A maioria da “bola da vez” tem 20 anos.
Acima dos 40, na maioria das vezes, é carta fora do baralho. Lamentável! Rotulam de incapazes, velhos, insanos, arcaicos e tantos outros adjetivos inadequados. Acima dos 40 só pode brilhar quem for rico ou estiver no poder. Tento nesse momento, lembrar de mais uma característica, mas não me ocorre – deve ser porque realmente essas duas por si só já se bastam.
Primeiro emprego! Essa é a palavra de ordem do momento. E quem vai lutar pelo não ostracismo das pessoas que já passaram dos 40? Quem vai lutar por pessoas que com 60 anos ainda precisam trabalhar para SOBREVIVER na mesa e na alma? Quem vai lutar para que um currículo acima dos 40 seja mais valorizado do que um recém formado ou o de um estagiário – há quem vá dizer que o estagiário e o recém formado ganhará muito menos para fazer o mesmo trabalho - será mesmo? Lembro nesse momento de uma palavra com um significado que há muito deixou de ser valorizado EXPERIÊNCIA! Mas, quem liga pra isso hoje? Vamos continuar a enaltecer a juventude esquecendo dos mais velhos, dos que já são velhos com 40 anos que dirá os que têm 50, 60, 70 ou 80. Vamos continuar a sermos esse país de pessoas imortais aos 20 e mortais acima dos 40. Vamos quem sabe fazer uma campanha de lãs, linhas, agulhas para bordar e distribuir as pessoas acima dos 40 para que elas fiquem em casa e parem de insistir nessa aventura de viver e atuar no mercado profissional. Sim, porque aos olhos da maioria eles são uns chatos por insistirem. Não, não e não! Eles são uns heróis, lutadores incansáveis de tentar provar o óbvio.
Enquanto isso administra suas emoções, seus sonhos, seus desejos na contramão das injustiças e massacres silenciosos de portas que se fecham e algumas vezes num descalabro de promessas infundadas que os fazem carregarem a esperança de um aceno que jamais se concretizará.
Da minha parte, deixo o meu RESPEITO por todos aqueles que com suas mentes brilhantes e enriquecedoras ainda sorriem, fazem planos diante de uma sociedade injusta e equivocada e o meu modesto apelo da valorização daqueles que realmente tem muito a ensinar e contribuir para que possamos trocar um “somos um país do futuro, ou somos um país de jovens” por “somos um país de todos... jovens, adultos e idosos”.
Texto: Denise Magnavita Atualizado em ( 12-Fev-2008 )
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